Nomenclatura cientifica
Dois nomes escritos em itálico
Sublinhados – discursivo
1º Gênero - Sempre iniciado maiúscula
2º Epíteto específico – Nome das espécies, sempre letra minúscula.
Após um nome científico ser mencionado uma vez, pode ser abreviado com a inicial do gênero seguida pelo epíteto específico
Staphylococcus aureus.
S. aureus.
Espécie Humana – Homo sapiens
Mosca – Musca domestica
Laranjeira – Citrus sinensis
Maconha – Canabis sativa
Cascavel – Crotalus terrificus

Lobo – Canis lupus
Procariontes e Eucariontes
Características Procariontes Eucariontes
Cromossomo Único Múltiplos
Nucléolo Ausente Presente
Divisão Celular Simples – Bipartição Complexa: Mitose e meiose
Citoplasma Sem citoesqueleto Citoesqueleto
Organelas Nenhuma Várias
Organização celular Principalmente Unicelular Principalmente Multicelular


Bactérias - Arqueias
Células procarióticas.
Paredes celulares sem peptideoglicano.
Vive em ambientes extremos.
Grupos:
Metanogênicas: Produzem metano como produto residual da respiração.
Halófilas extremas: Halo – sal; fila – gosta / Ambientes extremamente salgados como o mar morto.
Termófilas extremas: Term – calor / Vivem em águas quentes sulfurosas.
Não são conhecidas arqueias que causem doenças em seres humanos.


Protozoários
Micróbios unicelulares eucarióticos.
Movimento: Pseudopodes – Amebas; Flagelos; Cílios.
Várias formas.
Vida livre ou parasitos.
Alguns são fotossintéticos.

Imagem - Micro-organismos. Fonte: Internet
Teorias da vida
Todas as coisas vivas são compostas por células.
Criador: Robert Hooke.
Ano: 1665.
Anton van Leeuwenhoek: Primeiro a observar microrganismos vivos através de lentes de aumento.

Desenho de microscópios de propriedade de Leeuwenhoek. by Henry Baker
Teoria da geração espontânea ou teoria da abiogênese:
Animais formavam-se a partir da lama dos rios e lagos.
Criador: Médico Francesco Redi.
Ano: 1668.
Trabalhos para demonstrar que as larvas não eram geradas espontaneamente
Teoria da biogênese:
Uma vida surge somente a partir de outra da mesma espécie
Criador: 1858 – Rudolf Virchow
1861 – Louis Pasteur: Demonstrou que microrganismos estão presentes no ar e podem contaminar soluções estéreis.
O ar, por si próprio, não origina micróbios.
Base das técnicas de assepsia.



Pasteurização: Processo de esterilização de alimentos - leite, queijo, iogurte, cerveja ou vinho.
Consiste em expô-los a uma temperatura inferior a seu ponto de ebulição e submetê-los em seguida a resfriamento súbito, a fim de eliminar certos microrganismos nocivos.

Teoria microbiana das doenças:
Teoria científica que estabelece que os micro-organismos são a causa de inúmeras doenças.
Foi confirmada no final do século XIX.
É hoje parte integrante da microbiologia clínica e medicina modernas, estando na origem de inovações importantes como os antibióticos e hábitos de higiene.

Robert Koch, em 1876.
Primeira evidência de que bactérias causam doenças.
isolou o Bacillus anthracis.
Postulados de Koch: Sequência de etapas experimentais capazes de relacionar diretamente um micróbio específico a uma doença específica.

Imagem -Bacillus anthracis. Fonte: Internet
Quimioterapia: Tratamento de doença através da utilização de substâncias químicas
Tratamento químico de doenças não infecciosas – câncer.
Antibióticos: Substâncias químicas produzidas naturalmente por bactérias e fungos para atuar contra outros microrganismos.
Alexander Fleming descobriu o Penicillium chrysogenum. Inibidor ativo deste fungo – penicilina.
Medicamentos sintéticos: Agentes quimioterápicos preparados a partir de compostos químicos em laboratório
Ramos da Microbiologia
Bacteriologia – Bactérias
Micologia – fungos
Parasitologia – protozoários e vermes parasitos
Imunologia – imunidade.
1960 os Interferons são descobertos.
Substâncias geradas pelo sistema imune do próprio corpo que inibem a replicação viral
Virologia – vírus
Microbiota normal

O Staphylococcus aureus está presente no nariz (em geral temporariamente) de cerca de 30% dos adultos saudáveis e na pele de cerca de 20%.
Microrganismos que residem em ou dentro de um número de tecidos e biofluídos humanos
Microbiota residente: formada por micro-organismos que são encontrados regularmente, em grande quantidade, em uma região anatômica determinada.
Microbiota transitória: micro-organismos que estão presentes apenas por um curto período de tempo.
Doença infecciosa: Patógenos invadem um hospedeiro suscetível, como um ser humano ou um animal.
Patógeno efetua pelo menos uma parte do seu ciclo de vida dentro do hospedeiro.
Com frequência, resulta em uma doença.
Doenças infecciosas emergentes (DIE): Doenças novas ou modificações de doenças já existentes, aumentando ou possuem potencial para aumentar a incidência em um futuro próximo.
Motivos:
Alterações evolutivas em organismos existentes como no Vibrio cholerae.
Disseminação de doenças conhecidas para novas regiões geográficas ou populações por transporte moderno - Vírus do Oeste do Nilo.
Aumento da exposição humana a novos e incomuns agentes infecciosos.
Em áreas que estão sofrendo mudanças ecológicas, como desmatamento e construção - Vírus da febre hemorrágica venezuelana.
Resistência antimicrobiana - S. aureus resistente à vancomicina.

Vibrio cholera
Tipos de Coloração
Preparação de amostras para microscopia óptica.
Fixação Coloração.
Fixação é um processo químico pelo qual tecidos biológicos são preservados da decomposição ou alteração.
Esfregaço:
Filme delgado de material contendo microrganismos é espalhado sobre a superfície de uma lâmina.
Lâmina é Fixada pela passagem – 5x – sobre a chama de um bico de Bunsen com o lado do esfregaço para cima,depois recobre a lâmina com metanol por um minuto.
Coloração é aplicada e então, lavada com água. Depois lâmina é seca com papel absorvente.
A Cor dos Corantes básicos está no cátion e dos Corantes ácidos está no ânion.
Bactérias são levemente carregadas negativamente em pH 7. Por isso o cátion colorido em um corante básico é atraído pela célula bacteriana carregada negativamente.
Corantes básicos: Mais utilizados que os corantes ácidos.
Cristal violeta - Azul de metileno - Verde de malaquita - Safranina.
Corantes ácidos: Não são atraídos pela maioria dos tipos de bactérias.
Eosina - Fucsina ácida - Nigrosina.
Coloração negativa:
Preparação de bactérias incolores contra um fundo colorido.
Observação de: Forma da célula; Tamanho da célula; Cápsula.
Distorções no tamanho e na forma da célula são minimizadas já que a fixação e coloração não são necessária.

Coloração negativa com ácido fosfotúngstico. Fonte: tungsten-powder.
Coloração simples:
Objetivo primário destacar todo o microrganismo, para que as formas celulares e as estruturas básicas fiquem visíveis.
Solução aquosa ou alcoólica de um único corante básico.
Destaca todo o microrganismo.
Mordente: Substância química que adicionada à solução para intensificar a coloração e aumenta afinidade de uma coloração por uma amostra biológica e revesti uma estrutura para torná-la mais espessa.
Corantes usados: Azul de metileno - Carbolfucsina - Cristal violeta - Safranina.
Colorações diferenciais:
Reagem de forma diferente com diferentes tipos de bactérias – podem ser utilizadas para realizar a distinção entre elas.
Tipos: Coloração de Gram - Coloração acidorresistente.
Coloração de Gram: desenvolvida em 1884 pelo bacteriologista dinamarquês Hans Christian Gram.

Imagem retirada da Internet.
Contracorantes: Corantes como safranina.
Possuem uma cor contrastante com a coloração primária.
Bactérias gram-positivas: cor violeta – azulada.
Destruídas mais facilmente por penicilinas e cefalosporinas.
Bactérias gram-negativas: cor rosa – vermelha.
Mais resistentes, uma vez que os antibióticos não podem penetrar a camada de lipopolissacarídeo.

Fonte: Microbiologia - Gerard J. Tortora,
Berdell R. Funke, Christine L. Case
1 Aplicação de cristal violeta (corante púrpura)
2 Aplicação de iodo (mordente)
3 Lavagem com álcool (descoloração)
4 Aplicação de safranina (contracorante)
Bactérias gram-positivas possuem parede celular de peptideoglicano mais espessa (dissacarídeos e aminoácidos) do que as bactérias gram-negativas.
Bactérias gram-negativas contêm uma camada de lipopolissacarídeo (lipídeos e polissacarídeos) como parte de sua parede celular.

Imagem da Internet
Coloração ácido-resistente:
Se liga fortemente apenas às bactérias que apresentam material ceroso em suas paredes celulares.
Identificação:
Gênero Mycobacterium,
Mycobacterium tuberculosis - Tuberculose.
Mycobacterium leprae - Hanseníase.
Gênero Nocardia - bactérias aeróbicas, gram-positivas, parcialmente álcool-ácido resistentes, filamentosas e ramificadas (Beaman & Beaman 1994).
Processo:
1 Corante vermelho carbolfucsina é aplicado a um esfregaço fixado.
2 Lâmina é aquecida levemente por vários minutos; depois é resfriada e lavada com água.
3 Esfregaço é tratado com álcool-ácido –Descolorante que remove o corante vermelho das bactérias que não são acidorresistentes.
4 Esfregaço corado com o contracorante - Azul de metileno.
Técnica de coloração de Ziehl-neelsen:
Permite visualizar micobactérias - grupo restrito de bactérias que possuem sua parede celular constituída de grande concentração de lipídeos, devido à presença de ceras e ácidos graxos (ácidos micólicos).

Imagem retirada da Internet
Microrganismos acidorresistentes: Retêm a cor vermelha ou rosa.
Carbolfucsina – mais solúvel nos lipídeos da parede celular do que no álcool-ácido.
Células não acidorresistentes são azuis após a aplicação do contracorante.
BAAR (BACILOS ÁLCOOL-ÁCIDO RESISTENTES)
São os bacilos álcool-ácido resistentes, que se coram em vermelho pelo método de Ziehl-Neelsen, sendo representados pelo Mycobacterium tuberculosis e Mycobacterium leprae.

Imagem retirada da Internet

Colorações especiais:
Coloração negativa para cápsulas.
Coloração para endósporos (esporos).
Coloração dos flagelos.
Coloração negativa para cápsulas:
Cápsula: Cobertura gelatinosa
Demonstração da presença de uma cápsula é um modo de determinar virulência do organismo.
Coloração da cápsula: Mais difícil do que outros procedimentos de coloração.
Materiais capsulares são solúveis em água e podem ser desalojados ou removidos durante a lavagem rigorosa.
Demonstração de cápsulas:
Mistura de bactérias em uma solução contendo uma fina suspensão coloidal de partículas coradas geralmente com Tinta da Índia ou nigrosina, a fim de fornecer um fundo contrastante e assim corar as bactérias com uma coloração simples como safranina.
Devido à composição química, as cápsulas não reagem com a maioria dos corantes, como a safranina - Aparecem como halos circundando cada célula bacteriana.
Fonte: Microbiologia - Gerard J. Tortora,
Berdell R. Funke, Christine L. Case

Fonte: Microbiologia - Gerard J. Tortora,
Berdell R. Funke, Christine L. Case
Fonte: Microbiologia - Gerard J. Tortora,
Berdell R. Funke, Christine L. Case
Coloração para endósporos (esporos).
Endósporo: Estrutura resistente, dormente.
Formada dentro de uma célula que protege a bactéria de condições ambientais adversas.
Relativamente incomuns nas células bacterianas, porém pPodem ser formados por alguns gêneros de bactérias.
Não podem ser corados pelos métodos comuns.
Coloração de endósporos de Schaeffer-Fulton - Processo:
Verde malaquita é a Coloração primária.
Aplicado a um esfregaço fixado com calor e aquecido em vapor por cerca de cinco minutos.
Preparação é lavada por cerca de 30 segundos com água o que remove o verde malaquita de todas as partes da célula, e exceto dos endósporos.
Safranina: Contracorante, é aplicada ao esfregaço para corar as porções da célula que não os endósporos.
Endósporos aparecem em verde dentro de células vermelhas ou rosadas.
Endósporos são altamente refráteis e podem ser detectados utilizando microscópio óptico.
Quando não corados sem uma coloração especial, não podem ser diferenciados das inclusões de material armazenado.
Coloração dos flagelos:
Flagelos bacterianos: Estruturas de locomoção muito pequenas para serem vistas ao microscópio óptico sem coloração.
Mordente é o corante carbolfucsina - aumenta os diâmetros dos flagelos até que eles se tornem visíveis ao microscópio óptico.
Número e o arranjo dos flagelos - São auxiliares de diagnóstico.



